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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Voz Inesquecível de Roy Orbison


Eu preparei hoje uma homenagem a um dos meus artistas favoritos. O cantor, compositor e lenda do Rock`n roll, Roy Kelton Orbison, o Roy Orbison, apelidado de "The Big O".
Ele é um dos precursores do rockabilly e um dos mestres das baladas românticas. Neste dia 06 de dezembro, faz 23 anos da morte deste grande artista.


Roy Orbison nasceu no dia 23 de abril de 1936 em Vernon, no Texas. Ele aprendeu a tocar guitarra com seu pai, Orbie Lee. A partir daí, começou a tocar na escola e em programas de rádio. Na faculdade montou uma banda chamada Wink Westerners e transformou sua banda de country em uma banda de rock com o nome de The Teen Kings.

Em junho de 1956, gravado o seu primeiro grande sucesso, "Ooby Dooby”.


Durante os anos 60, Roy Orbinson escreveu e gravou alguns de seus maiores sucessos como “In Dreams” (1963), "Blue Bayou" (1963), "It"s Over" (1964), e a famosa "Oh Pretty Woman" (1964).
Elvis Presley chegou a considerá-lo o maior cantor do mundo.

“In Dreams” (1963)

"Blue Bayou" (1963)

"It"s Over" (1964)

"Oh Pretty Woman"

A canção "Only The Lonely" foi rejeitada por Elvis Presley e os Everly Brothers e Roy Orbison decidiu ele mesmo gravar. O resultado foi o topo das paradas na Inglaterra e nos Estados Unidos.


Sua fama era tão grande, que os Beatles se sentiram orgulhosos por terem feito uma turnê com ele em 1963, na Inglaterra. Os integrantes dos Beatles se tornaram amigos de Roy Orbison.
O estilo dele também era inconfundível, com aqueles óculos escuros.

No auge do sucesso, Roy sofreu duas tragédias: Em 1966 perdeu sua esposa, Claudette, em um acidente de moto. Dois anos mais tarde, dois de seus três filhos morreram vítimas de um incêndio em sua casa, em Nashville. Roy casou-se novamente em 1969, com Barbara Orbison e teve mais dois filhos.
     
No ano de 1969, ele foi submetido a uma cirurgia de coração. Roy continuou a carreira, embora sua popularidade tenha caído muito. Mas a fama ressurgiu no começo dos anos 80, ao regravar vários de seus clássicos.
     
Uma das minhas canções favoritas de Roy Orbison é "I Drove All Night", gravada 1987.


Roy também chegou a lançar um álbum com o título de "The Traveling Wilburys" junto com Bob Dylan, George Harrison e Tom Petty, que foi um grande sucesso.
Confira uma música desta super banda.
         

Foi durante o seu retorno à fama que Roy Orbinson morreu, aos 52 anos, vítima de um ataque do coração na noite de 06 de dezembro de 1988.



Após a morte dele, em 1989, foi lançamento do disco “Mystery Girl”, considerado pela crítica como o mais bem sucedido álbum de toda sua careira, com as clássicas "You Got It", e "Califórnia Blue".




Mesmo com a sua morte, as belas músicas de Roy Orbison ficaram para sempre.
Para encerrar esta homenagem, uma canção dele que eu gosto muito: "Crying".


Texto Daniel Vito

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Elvis Presley: O Eterno Rei

Há 34 anos, o mundo da música ficava mais triste. 
No dia 16 de agosto de 1977 morria Elvis Presley, o Rei do Rock.

Eu sempre digo que nasci na época errada. Até porque os melhores artistas, as melhores músicas, as melhores bandas, o tempo da inocência e das descobertas foram nos anos 50 e 60. Não existia essa chatice de tudo ser “politicamente correto”, nem essas músicas horríveis de hoje, que prefiro nem comentar.

Mas mesmo não vivendo aquela época, posso dizer que a minha influência musical foi maravilhosa. Meus pais sempre curtiram as boas canções dos anos 50, 60 e 70. Cresci escutando The Beatles, o Rei Elvis Presley, os ícones da Jovem Guarda e outros grandes artistas internacionais.

A força e o legado de Elvis Presley são tão fortes que mesmo 34 anos depois de morrer, ele ainda é o artista solo dono do maior número de "hits" nas paradas mundiais. Ele também é o maior recordista em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão e meio de discos vendidos em todo o mundo.

Por isso, a minha homenagem a um dos maiores nomes do século 20.
Separei algumas das minhas canções favoritas do Rei do Rock!!!!!

"Blue Suede Shoes"

"Don't Be Cruel"
 
"Jailhouse Rock"

"It's Now Or Never"

"Surrender" - Eu gosto muito dessa... com tradução.

"Suspicious Minds"

 "Kiss Me Quick"... com tradução!

"Can´t Help Falling In Love"

"Love me Tender"

Texto de Daniel Vito

Elvis Presley de Verdade – por Rogério Moreira

Eu sempre detestei ver os imitadores de Elvis Presley. 99% deles só imitam o Elvis decadente, gordo, com costeletas enormes e roupas cheias de brilhante. Ou seja, eles imitam o pior de Elvis!
O melhor de Elvis Presley estava nos anos 50, quando suas apresentações eram explosivas.
Sabe aquela fase da juventude que você acha que sabe mais do que todas as pessoas e que pode mudar o mundo. De uma certa forma, enquanto isto não passa de um sonho utópico para maioria dos seres normais, Elvis realmente mudou....

O mundo seria diferente desde aquele dia 05 de julho de 54 quando, nos estúdios da Sun Records, Elvis pegou um blues de Arthur Crudrup chamado "That's all right mama" e misturou uma batida meio country, formando aquilo seria conhecido como Rock 'n' Roll...Blues (música de negros) com Country Music (música de brancos)... Ousadia pura!

Sam Philips, proprietário da Sun Records, disse certa vez que se encontrasse um branco que cantasse como negro, ele ficaria milionário. Elvis foi este cara!
Fico imaginando como ficaram a puritana sociedade americana ao ver Elvis se apresentando na TV com seu estilo ousado de cantar e dançar suas músicas. Como será que reagiram ao vê-lo interpretando "Heartbreaker Hotel"?

ou "Hound dog"?
Passada esta fase de boa parte dos anos 50, Elvis foi para o Exército e fez inúmeros filmes. A maioria água com açúcar... E sua música começou também a ficar mais adocicada...Quando largou o cinema para voltar a cantar, o mundo já era outro. Já haviam Beatles, Stones, Hendrix, o movimento hippie... Mesmo assim, quando ele estava voltando aos palcos, após anos de cinema, numa apresentação em 26 agosto de 69, em Las Vegas, Elvis trocaria a letra de "All you lonesone Tonight" e ainda ri descontroladamente... Foi, talvez, um dos últimos momentos de Elvis sendo ele mesmo e não uma caricatura de si próprio.

É uma pena que os imitadores só o copiem a caricatura.


Texto de Rogério da Hora Moreira
Programador da Rádio Metropolitana FM / São Paulo